UniBamby
não perca, @joaomarcio fazendo figuração neste sensacional documento-mentira.
Semana da Aquarela da EBA-UFRJ
O grupo de aquarelistas, Semana da Aquarela, convida para a abertura da nova edição 2009/2.
A exposição coletiva será realizada no Espaço João do Rio, Faculdade de letras da UFRJ, Cidade Universitária, Ilha do Fundão.
Abertura: 24 de Novembro de 2009, as 13:00h.
visitação: 25 de Novembro ate dia 04 de Dezembro de 2009 das 09:00 as 17:00h.
That’s 90’s show
Do movimento pós-ploc. Chega de Dire Straits.
Pheha 04
Johnny Hate

Estava tranquilão em casa quendo recebi esses torpedos de Johnny Hate:
SMS 01 – Lembre-me de fazer um texto contra a vinda da piranha da Madonna ao Brasil.
SMS 02 -Estou há DUAS HORAS em Copa pq a viadia só anda com batedores e escolta.
SMS 03 -MORRA DE HEMORRÓIDAS, SUA VELHA FILHA DA PUTA!
Essa é a prova de que é estupidamente fácil perder um fã (tremo ao imaginar o que aconteceria caso a Madonna fosse a causa da retenção na rua Jardim Botânico, sentido Gávea, altura do Parque Lage…).
Ümbigo
Quer estar na capa de próxima Pheha?
Envie-nos uma fotografia do seu umbigo para revista.pheha@gmail.com até dia 15/11 até às 15h15 e você poderá estar participando da quarta edição da revista virtual mais legal da minha rua.
participe!
Alphabeat, BITCH!
Ai que tava eu andando como quem não quer nada pela internet, colhendo morangos e dando bom dia ao sol, aos passarinhos e a vida e encontro essa PÉROLA que é o novo CD do AlphaBeat. Como muita coisa não rola colocar na revista (incluindo dálodes), decidi manter a ilegalidade por aqui. Bem, o CD é mega dançante, popzão do bom e tendencia total. Até fui procurar uma opinião imparcial e ela também amou o cd.

Ficou a dica?
(Se você não entendeu, é pra clicar naquele link ali para baixar o cd, CASPITA!)
UPDATE: Teve galerë reclamando do RapidShare. Como eu sou GENTE BOA PÁCARAI, eu resolvi colocar no 4Shared e o Link já foi atualizado. Agora podem falar, vocês me amam. Eu sei disso.
Sideralman contra o Monstro Horripilante cheio de Tentáculos da Outra Dimensão
Ah, vai dizer que esse título não te enche de vontade de ler esse Quadrinho?
Promoção Pheha 03

Minha gënte, teríamos 14 premiados na promoção “‘CRIE UMA FRASE “SESSÃO DA TARDE’ PARA A PHEHA E CONCORRA A UMA DELICIOSA MARIOLA!”. Mas a frase da srta. Akemi Hirose “Amanhã você terá um encontro com essa dupla de pirados que só se metem em encrenca.” estava tão boa, mas tão boa, que resolvemos dar todas as 14 mariolas para ela. Como prêmio de consolação para todos os outros participantes, deixamos aqui uma sensacional receita de mariola.
Mariola de banana
INGREDIENTES:
2 copos de cascas de bananas d’água trituradas
1 copo de bananas esmagadas
1 copo de açúcar
1/4 de copo de farinha de trigo
2 colheres (das de sopa) de sumo de limão
Modo de preparo:
Lavar as bananas em água corrente antes de retirar as cascas. Triturar as cascas no liquidificador com um pouco de água. Misturar as cascas, as bananas esmagadas, o açúcar, o sumo de limão e a farinha de trigo, levar ao fogo até secar a água. Voltar ao fogo até dar o ponto de pasta dura derramar em mármore untada, trabalhando um pouco a massa. Modelar as mariolas e passar em açúcar. Deixar secar ao sol.
Pheha – terceira edição (clique para ler)
Novo blog do Johandson
O cartunista e animador Johandson Rezende criou um novo blog. O Cartoondelia continua lá com as entrevistas, matérias sobre ele e alguns trabalhos, mas esse novo conta com uma série de animações cíclicas bastante interessante. Clique na imagem para conferir.
Concurso cultural PHEHA #3

CRIE UMA FRASE “SESSÃO DA TARDE” PARA A PHEHA E CONCORRA A UMA DELICIOSA MARIOLA!
Envie sua frase via, twitter, para @pheha. Ou ainda para revista.pheha@gmail.com
As 14 melhores frases estarão na terceira edição da Pheha, que estará no ar dia 20 de outubro.
Alguns lançamentos no 6º FIQ
Só quadrinhos de primeiríssima qualidade.
E é interessante que você perceba que as revistas aqui estão organizadas apenas por data de lançamento, não por autor, editora ou coletivo.
SEXTA, DIA 09/10

Camiño di Rato #5 ( 21×28cm, 48 páginas, capa couchê em cores, miolo p/b em papel jornal R$ 5,00 em mãos e R$ 6,00 via correio. Nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo.) Capa de Geraldo Borges. As HQs Domingo, de Marcelo D’Salete; Ciclo da Vida, de Alberto Pessoa; Nostálgico é a Mãe, de Antonio Eder; Filosofia de Boteco [ou Cotidiana], de Matheus Moura & D. Ramírez; Zazás; de Abs Moraes & Jean Okada; Fogo que arde sem se Ver, de Pablo Mayer; Agir sem Ver, de Matheus Moura & Rosemário Souza; Sue&Side, de Rosemário; Híbrido Ícaro, de Edgar Franco; Gliptodonte, Gazy Andraus; Beco sem Saída, de Soter Bentes & Rosemário; e duas ilustrações conceituais de Mateus Santolouco.

Graffti 76% quadrinhos # 19 ( 21×28cm, Capa 2 cores, miolo 74 páginas sendo 70 em preto e branco, 4 em cores, encarte em couché com 32 páginas, R$ 10, nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo.) Neste número de 74 páginas, a Graffiti expande fronteiras para apresentar trabalhos, pela primeira vez, de dois artistas sérvios premiados e renomados nos Bálcãs, além de mostrar, claro, histórias de 11 expoentes nacionais já com longa relação com a revista. Ambos Maja Veselinovic e Aleksandar Zograf vinculam seus relatos a uma Belgrado que resistiu intelectualmente aos conflitos de guerra sem sucumbir totalmente aos efeitos devastadores da tirania imposta nos anos 90. Maia poderia evocar a divisão, mas, ao contrário, conta a história pessoal de uma ponte que unia uma sociedade fragmentada antes de ser bombardeada. Seu trabalho ilustra a capa e contracapa desta edição. Já Zograf – que significa “pintor” em grego ortodoxo – traz dois relatos coloridos em formato jornalístico: um sobre seu encontro com o cultuado grupo de rock Residents e outro, mais saudosista, traçando um paralelo de coincidências entre a Belgrado dos anos 30 e a atual através da literatura e poesia de seu país. E mais: Bruno Azevedo, Pablo Mayer, Piero Bagnariol, Luciano Irrthum, Fabiano Barroso, Sylvio Ayala, João Pinheiro, Melado, Evandro Alves, Guazzelli e Guga Schultze.

Pieces #2 (14×21cm, 36 páginas, capa colorida, interior em PB, R$ 6,00. Nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo. Contato: mariocau@gmail.com) Pieces, série do quadrinista Mario Cau, chega ao segundo número em menos de um ano. São 7 histórias em quadrinhos e 3 ilustrações que visitam novamente a temática dos pedaços poéticos da vida cotidiana.

Peiote #1 (revista quadrimestral, formato 21 x 27 cm, 60 páginas, 44 pág. P&B e 16 pág. coloridas, mais capa, R$ 10,00, à venda em comic shops, nos pontos atendidos pelo Quarto Mundo ou pelo site dos autores). Peiote é uma antologia de quadrinhos fantásticos reunindo tanto autores novos quanto experientes, de diversas partes do Brasil, que formam o selo Macacos Humanos Editorial.

El fanzine #2 (15×23cm, 20 páginas, capa colorida, miolo pb, R$ 2,00, à venda nos pontos atendidos pelo Quarto Mundo ou pelo contato revistaelfanzine@gmail.com). Agora impresso em gráfica, com capa colorida em papel couché. Além dos cariocas Arthur Batista Cordeiro (ABC), F. Montenegro e Rodrigo Nemo, do gaúcho Tito Camello e da musa do El Fanzine, a paranaense Carol J., o número dois do gibi traz novos colaboradores, como o craque mineiro Evandro Renan, o roteirista Maurício Santoro, de São Paulo, e o cartunista carioca Lipe Dias. Distante, com roteiro e desenhos de Tito Camello e tons de cinza por Carol J.: os desencontros de um casal de namorados durante os jogos estudantis. Fato verídico(sic), roteiro e desenhos de ABC, arte-final de F. Montenegro e tons de cinza por Carol J.: segredo culinário do chinês da pastelaria surpreende freguês. Severinator, roteiro de Lipe Dias e F. Montenegro, desenhos de F. Montenegro: erro de programação transforma robô num assassino em série apaixonado. 240, roteiro de Maurício Santoro, desenhos de Rodrigo Nemo: mulher lida com as consequências de um triângulo amoroso. Rabiscodelia, roteiro e desenhos de Evandro Renan, arte-final de F. Montenegro: o mais difícil da vida é saber o que se quer.

Patre Primordium #4 (mensal, 20 x 14cm, 56 páginas, R$ 6,90, à venda nos pontos atendidos pelo Quarto Mundo ou pelo site dos autores) Editores Ana Recalde e Fred Hildebrand. Cada passo para descobrir os segredos de sua família levam Amanda por caminhos ainda mais misteriosos. Hélio ainda tem muita coisa para contar. Descubra o início de tudo!
SÁBADO, DIA 10/10

O Almanaque Gótico #2 (Capa colorida, miolo preto e branco. Formato americano, 60 páginas. R$ 5,90. através de almanaquegotico@gmail.com) é a uma das poucas publicações de terror sendo produzidas no Brasil atualmente. Em sua segunda edição, a revista conta com a presença de escritores e artistas do ES, DF, SP, PE e RJ. Vários dos quais estarão presentes no evento. São histórias de terror curtas e inéditas, acompanhadas de artigos e crônicas sobre quadrinhos e também sobre cultura gótica. Leitura obrigatória para todos os amantes do gênero TERROR e também para todos que curtem uma boa história em quadrinhos.

Quadrinhópole # 7: (17×25.5 cm, 48 páginas em papel couchê, com miolo preto-e-branco e capa colorida, ao preço de R$ 5,00, à venda nos pontos atendidos pelo Quarto Mundo ou pelo site www.quadrinhopole.com) Revista independente curitibana que produziu 7 edições em pouco mais de um ano e meio, a Quadrinhópole ganhou o HQMIX como melhor revista independente de grupo em 2008, anunciando que aquele seria o encerramento da publicação. Agora, porém, a Quadrinhópole está de volta, trazendo uma edição só com histórias de ficção científica.

Garagem Hermética #5 (revista aperiódica, 15×23cm, 32 páginas, R$ 4,00, Comic shops, e pontos de venda do Quarto Mundo, ou pelo contato sociosltda@gmail.com) – Nesta edição teremos a segunda parte da saga Quadrinistas (Canto Dois), de Cadu Simões e arte de Will e Edu Mendes, que neste Canto não só colaborou com o desenho mas também como roteiro. Temos também a nossa matéria obrigatória, “Quadrinho Nu e Cru”, por Nobu Chinen. Edu Mendes traz de volta um dos personagens mais queridos da editora desta revista, Roberta Bronzatto, na hq “Robô Poeta”. Este número conta ainda com histórias de outros participantes da Sócio Ltda., como Fábio Santos em “Homônimo” e Kleber de Souza em “Crônicas Élficas Natalinas”, além de trabalhos dos colaboradores Laudo, Fabio Cobiaco, Daniel Esteves, Vader e Sam Hart, também autor da capa desta edição.

Subterrâneo Especial #5 (edição especial, 15×21cm, 24 páginas, R$ 4,00, pontos de venda do Quarto Mundo) – Continuando na “pegada” dos roteiristas convidados teremos uma história única, novamente envolvendo todos os personagens numa aventura que promete implodir o Subterrâneo. O roteiro é de Leonardo Santana (FDP, As Novas Amazonas e Renegado 3000). A história foi divididas entre os desenhistas participantes do Subterrâneo, Will, Marcos Venceslau, Márcio Garcia, Paulo Mansur e Luigi Colafigli. O que o leitor vai ver será uma mistura, não só dos personagens mas também de estilos e traços. Os personagens da revista, Sideralman, Piratas, Derek, o detetive, Pária, Franco e Bucha não só se encontram como interagem com figuras históricas reais, guerreiros de várias épocas e personagens da literatura fantástica. A edição ainda vem recomendada pelo pesquisador de quadrinhos Nobu Chinem que faz o texto de apresentação. No meio da história há um momento de homenagem a personagens dos quadrinhos nacionais, do passado e do presente.

Subterrâneo nº 32 (revista bimestral, formato A6, 2 páginas -frente e verso quando aberto, P/B – , gratuito) Neste número o leitor vai encontrar os Piratas de Marcos Venceslau e o Franco de Luigi Colafigli, que são personagens já bem conhecidos daqueles que seguem a publicação nos seus cinco anos de existência. Demetrius Dante de Will, começou a ser publicado mais recentemente, a partir do número 26, e que agora inicia uma nova sequência de tiras. Outro personagem presente é mais novato ainda, o Peludinho, o pincel amestrado de Márcio Garcia, em sua terceira participação. O convidado muito especial da vez é o premiado e talentoso quadrinista Laudo Ferreira Jr., conhecido como o criador da Tianinha, com trabalhos como: Histórias do Clube da Esquina e Subversivos, este em parceria com André Diniz, participa com uma tira de humor “brincando” justamente com o convite feito a ele para participar do Subterrâneo. Por fim ainda temos a primeira página da história do Subterrâneo Especial nº 5 a título de preview da revista que foi lançada em agosto.

Nanquim descartável #3 (aperiódico, 16×25cm, 52 páginas, R$ 6,00, Comic shops, e pontos de venda do Quarto Mundo, ou pelo contato: hqemfoco@hqemfoco.com.br,) – Essa edição se passa num só dia, durante as REFEIÇÕES das personagens, café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanchinho da madrugada. Em meio a comidas e conversas teremos Sandra tentando convencer Ju a virar vegetariana, o retorno de Marina, uma antiga amiga de Ju e a aparição da irmã mais nova dela, Sandra com ciúmes de Marina, Tuba perdido no meio de tantas mulheres, Ju vendo seu cachorro na comida e falando a respeito de sua dieta favorita, lamentos amorosos e uma série de pequenas sequências na revista onde aparentemente nada acontece, mas um bocado de coisa é dita. Além dos quadrinhos, essa edição traz dois pequenos contos ilustrados, que fazem parte da história, mesclando a linguagem das HQs com a literatura. Também tem um aumento de páginas, de trinta e seis da edição anterior para cinquenta e duas. Roteiro: Daniel Esteves. Arte: Wanderson de Souza, Mário Cau, Júlio Brilha, Laudo Ferreira, Mário César, Wagner de Souza, Carlos Eduardo e Samuel Bono.

Clube da Voadora #1 (semestral, 15,5 x 22,5 cm, Capa colorida, Miolo P/B, R$5,00. Nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo e pelo contato: contato@hugonanni.com.br) Primeira edição da revista de Hugo Nanni É a história da formação de um grupo de soldados com habilidades especiais, em meio a uma guerra civil. Esta equipe de agentes especiais tem na sua formação básica adolescentes com passado bastante conturbado e que agora são mantidos e educados em sigilo pelo governo, que os quer como uma espécie de arma especial. Na equipe fazem parte o voador Zerocentos, o armeiro Boca Negra, a felina Wabluba e o audaz Zé Maria, que é o protagonista desta primeira parte da saga.
E é por ele que o grupo terá uma dolorosa noção de heroísmo.

Revista Ideia (R$ 5,00) Quadrinhos, humor e cultura. Direto do Rio Grande do Sul para o 6º FIQ o lançamento da Revista Ideia. Uma produção independente editada por Wagner Passos, Alisson Affonso e Ivonei D´Peraça. As edições 3 e 4 estarão disponíveis no estande do Quarto Mundo. Com destaque para a edição 4 que contou com a participação de vários desenhistas dos estados do RJ, SP, MG, BA e também do Rio Grande do Sul. Contato: wagnerpassos@vagaodohumor.com
DOMINGO, dia 11/10

Café Espacial #5 ( 14×21cm, 60 páginas, capa couchê em cores, miolo p/b, R$ 6,00 + R$1,00 via correio. Nos pontos de venda atendidos pelo Quarto Mundo.)
O quinto número da Café Espacial traz as HQs Inferno de boas intenções (de Sergio Chaves e Allan Ledo), Sabotagem (de Jozz), Joaquina pede água (de Jana Lauxen, Sergio Chaves e Sueli Mendes) e O sambinha da ave de arribação (de Laudo Ferreira). A seção Café Literário traz o conto Os ratos, os gatos e os homens (de Jana Lauxen). A edição traz também a seção Além do cinema, retratando a obra do cineasta Quentin Tarantino (por Bruno Ondei); fotografias de Laura Gattaz; a seção Mais uma dose: Mas será o Benedito? (por Lidia Basoli); a seção Arte revelada: O olhar cansado com fotografias de Luc de Sampaio; e na seção Cafeína pura! entrevista com a banda Venus Volts (por Aloísio de Moraes) e resenhas por Everton Pardal. Capa: Ebbios. E-mail: cafeespacial@gmail.com, Site e Twitter.
Do observatório da imprensa
LEITURAS DE VEJA
Uma revista megalômana Por Luiz Antonio Magalhães em 29/9/2009
A última edição do semanário mais lido do Brasil (nº 2.132, com data de capa de 30/9/2009) é a prova concreta de que muita coisa está errada neste país. O pessoal que trabalha no Itamaraty, por exemplo, não está dando expediente no lugar certo. Chanceler e diplomatas de carreira deveriam todos bater ponto no modernoso prédio da Marginal do rio Pinheiros, em São Paulo, ou mais precisamente, para quem não conhece, na sede da Editora Abril, responsável pela publicação de Veja.
Sim, porque a matéria de capa desta semana – reproduzida abaixo e que levou o inspirado título “O imperialismo megalonanico”, um trocadalho horroroso perpetrado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, blogueiro da revista – é uma das coisas mais arrogantes já publicadas na imprensa brasileira.

A julgar pela reportagem de capa da revista, a turma de Veja deveria assumir imediatamente o comando do Itamaraty ou, se isto for pouco, tomar conta logo do Palácio do Planalto, que é onde as coisas são decididas. O tema da matéria, como o leitor já deve imaginar, é a participação brasileira na crise em Honduras, onde o presidente legitimamente eleito está refugiado na embaixada brasileira enquanto o governo golpista tenta negociar alguma saída que evite a volta de Manuel Zelaya ao cargo que lhe é de direito.
Para os editores de Veja, porém, a situação é bem diversa. Ponto um: a política de relações exteriores do governo federal está errada e o Itamaraty se submeteu à lógica do presidente venezuelano Hugo Chávez. Ponto dois: o golpe de Estado em Honduras foi uma “medida justificável”. Para ninguém dizer que se trata de uma interpretação deste observador, cabe reproduzir o que foi escrito na revista:
“Houve um golpe de estado? Sim. País pequeno e pobre, Honduras foi transformada num caso exemplar do repúdio da comunidade internacional aos golpes de estado. Foi castigada com sanções econômicas e congelamento nas relações diplomáticas. Exceto por isso, o problema não era tão grande. A medida de força foi, até certo ponto, justificável pelas leis do país. Até o momento do golpe, o maior perigo para a democracia era o presidente Manuel Zelaya.”
Argumento dispensável
Pode parecer incrível, mas é isto mesmo que está escrito. Veja decidiu que o golpe não era um “problema tão grande”, que a medida de força foi “até certo ponto justificável pelas leis do país” e ainda que o perigo maior era o presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya, cujo grande pecado teria sido propor uma consulta ao povo do seu país para que, junto com a eleição presidencial, decidisse se quer ou não convocar uma Assembleia Constituinte para rever as leis hondurenhas. Ao contrário do que se tem escrito por aí, esta é a verdade pura e simples: Zelaya não queria um novo mandato, o plebiscito não tinha esta intenção, mas tão somente convocar a Constituinte, se o povo assim decidisse.
Não é o propósito aqui de debater o episódio em si, o que interessa é a cobertura da revista que pretende dar profundas lições aos diplomatas e também ao presidente Lula. Veja mostra que sabe governar melhor do que ninguém e se apresenta capaz de elaborar perfis muito profundos da alma das pessoas, mesmo sem entrevistá-las. É precisamente este o caso de Zelaya, que mereceu um parágrafo especialmente afetuoso, digamos assim, na reportagem do semanário da Abril:
“Não se deve descartar a hipótese de que o homem seja um lunático. Como sugere sua queixa, na semana passada, de que `um grupo de mercenários israelenses´ estava perturbando seu cérebro com `radiações de alta frequência´. A paranoia dos raios mentais é um sintoma clássico de esquizofrenia. O certo é que Zelaya não cabe no figurino de um mártir da democracia.”
É deveras espetacular o nível de aprofundamento e a percepção certeira da revista ao elaborar o “perfil humano” do presidente hondurenho. Além do que, os leitores foram brindados com uma aula de psicanálise ao serem informados de que os raios mentais são sintomas clássicos de esquizofrenia – seria interessante saber quantos psicólogos e psiquiatras Veja consultou para chegar a esta conclusão tão peremptória. Mais ainda, a revista sabe com toda a certeza que “Zelaya não cabe no figurino de um mártir da democracia”, afirmação que simplesmente dispensou qualquer argumento adicional. Pois é, o homem parece ser o próprio coisa-ruim, veste chapéu, usa guayabera, tem mais de dois metros de altura, então só pode ser o coisa-ruim mesmo. E assim sendo, não pode gostar de democracia, conclui a revista…
Propaganda disfarçada
Aos leitores que acompanham este observador nas análises que faz para este Observatório do material produzido pela redação de Veja, pode parecer até um tanto repetitivo, mas é preciso sempre voltar ao âmago da questão: o semanário da Editora Abril há muito tempo não é um veículo noticioso, mas um panfleto político com objetivos e ideologia bastante claros. O que se lê na Veja não é jornalismo, mas proselitismo político.
A revista tem lado e faz questão de mostrar, em todas as edições, os ideais que defende. Em algumas, até consegue disfarçar um pouco e apresentar como jornalismo o contrabando editorial que quase todas as suas matérias trazem. Em casos como o da edição corrente, a redação deixa o pudor de lado e vai direto ao ponto, abordando o leitor de maneira grotesca e impondo sua visão de mundo na forma de reportagem.
Para o público mais desatento, a coisa pode até passar por jornalismo; para os mais politizados, deve soar como uma espécie de humor nonsense; mas, na soma geral, é apenas propaganda disfarçada de algo remotamente próximo ao jornalismo.




